domingo, 23 de março de 2025

Vila da Música - Um Sonho em Canção 

 Literatura de Cordel 

Esmeralda Costa 



https://youtu.be/Cr_6MKL74HM?si=8WNUhSAv6oWDAvx4


No pé da Serra encantada,

No meu amado Sertão, 

Nasceu um templo da Arte,

Precioso de montão. 

Falo da Vila da Música,

Feita de fé e canção.


Monsenhor Ágio, o vigário, 

Homem simples, dedicado,

Que plantou com mão bondosa,

Um futuro arretado.

No Belmonte semeou,

Um legado abençoado.


Com sanfona e violino,  

Com piano e violão,

Ensinava o manuseio,

E a tocar bela canção. 

Seu gesto tocava a alma,

E alegrava o coração.


A sua dedicação,

Fez a Vila florescer,

No compasso do carinho,

Ensinou a bem viver.

Quem ouviu seu canto doce, 

Jamais consegue esquecer.


Foi no dia onze de março,

Ano dois mil dezessete,

O sonho virou verdade,

Numa história que promete.

No Crato em Belmonte,

A esperança então reflete.


Padre Ágio em sua lida,

Regou sua plantação.

No toque dos instrumentos,

Fez soar cada lição,

E deu a Vila raíz,

Do ensino e da inclusão.


Criança, jovem, adulto,

Na Vila se pode ver,

Lá estudam os acordes,

Valorizando o aprender,

Alimentando a esperança 

E o seu sonho de vencer.


Popular ou erudita,

Erudita e popular,

Nos palcos nas oficinas,

A música vem brilhar,

E a vida de muita gente,

Ela sabe transformar.


Padre Ágio Augusto Moreira,

Foi seu grande fundador.

Equipamento do Estado,

Pioneiro e promissor.

Cultura no Cariri,

Tem equipe de valor.


Tem a Lucinha Rodrigues,

Na gestão executiva,

Também o Mano Grangeiro,

Na área administrativa.

E tem Maria Carvalho,

Coordenando a formativa.


Conta com Élvis Nazário,

Coordenando a pedagógica,

Vinícius, supervisando.

E na programação lógica,

Mônica Vitoriano,

Numa linha dialógica.


Coordenando as pesquisas,

Patrimônio cultural,

Já vem Verlucia Nogueira,

Com sua arte magistral,

Valorizando a cultura,

Que é tesouro nacional.


Indja, Renata e Rose,

Na área comunicativa.

E tem Lenilda Cabral,

Secretaria tão altiva.

Ana Maria e Taylanne,

Parte administrativa.


Tem recepcionista,

Graça Pereira ela é.

Compondo a zeladora,

Uma tríade de fé

Luciana e Francisco,

Com Raimundo, boa-fé.


Vigilância a Vila tem,

José Roberto e Fernando,

Essa dupla boa gente,

Vem só grupo auxiliando.

Também tem muitos docentes,

Na música ministrando.


Galdino, Isaac, Marcelo,

Marisa e Paulo Diniz,

Fábio e Juarez Monteiro,

Seguem essa diretriz,

Pada divulgar a música,

E fazer gente feliz.


Junto vem Thomas Ravelly,

E o Pedro Paulo também,

E com Nielson Medeiros,

Wesley Santana vem,

Para completar o time,

Leonel Frazão também.


Em dois mil e dezessete,

Começou a caminhada.

Hoje dois mil vinte e cinco,

Oito anos de jornada,

Levando em frente a missão 

Da Vila que foi fundada.


Cento e um anos o Padre,

Fundador aqui viveu,

Plantando paz e esperança,

Essa Vila floresceu,

E nos acordes da arte,

O amor, então nasceu.


Amor que enxerga o outro,

Em espírito e verdade,

Ensinando a sua arte,

Com toda veracidade,

Partilhando os seus dons,

Junto com sua humildade.


O padre Ágio foi embora,

Lá no Céu já foi morar,

Mas deixou pra nossa gente,

A esperança de sonhar,

Seu legado é um farol,

Que jamais vai apagar.


Sua memória está viva,

E o seu sonho há de crescer:

Cultura e cidadania,

Pra todo mundo aprender.

No Cariri essa força,

Alegra nosso viver.


Hoje a Vila está em festa,

Tem lançamento e Canção,

Tem livro e tem poesia,

Cultura do nosso chão,

E aqui eu trago cordel,

Que é riqueza e tradição.


Aqui ninguém fica só,

Tem ensino de verdade,

Pra quem quiser aprender,

Com amor e liberdade,

Um canto só de união,

De sonho e fraternidade.






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